Obesidade .

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QUEM TE DISSE QUE TINHAS UMAS PERNAS BONITAS ENGANOU-TE BEM.
Agora, bem, agora vou envolver-me com o meu amigo chocolate.


(x de coiso)

17 .

09:47 / Publicada por tania / comentários (0)


-Amoro-te $$$$$$$$

-Que lindo$

-Pq amor? $

-Esta a vista .


(Sao coisas que nao se explicam)

Alinea f)

08:07 / Publicada por tania / comentários (0)


Sempre menosprezei o que via, sempre desejei preencher locais que jamais alcançaria.
Andava por aí, começando guerras para sacudir o poeta e a batida, e andava apenas por aí.
Até um dia.
Os meus conhecimentos tornaram-me céptica, empedernida e cruel. Sempre fui mais de pensar e não de sentir. Não era possuidora de grande afeição ou doçura. Mas acreditava no amor existencial, no amor ponderado.
Isso deixava-me aprazível, com propensão à harmonia.
Sempre gostei de historias «in media res», porque gosto do meio, gosto de não começar nada. Gosto de flashbacks, gosto do romance “Heart of Darkness” de Joseph Conrad.
Jill Bolte Taylor é autor do bestseller “O Dia em que a minha Vida mudou”. Eu sei que não sou uma neurocientista, nem sobrevivi a um acidente vascular cerebral. Mas a minha vida alterou-se. Foi um devaneio, um desgoverno, uma ilusão transcendente.
Era um dia qualquer, de uma semana qualquer, no primeiro semestre de 2008. Só me lembro bem que era um dia útil. Aquele bendito dia mudou a história da minha vida.
Era um refúgio, um porto de abrigo. Defronte para o mar, só eu e ele.
Era uma casa abandonada, daquelas que perecem castelos, meia assombrada talvez. Mas acolhedora, agradável. Meia minha.
Nunca tinha entrado no sótão, não por falta de curiosidade, mas porque nos meus filmes, existe sempre malícia nesse tipo de sítios.
Ate um dia.
Era um sítio à meia-luz, estranho, com muito pó à mistura.
Só tinha uma caixa. Parecia uma das misteriosas caixas negras dos Museus Portugueses.
Foi como ficar encalhada numa cidade assustadora, onde os sinais de trânsito balançam e o sol é impetuoso.
Abri. Abri e fechei de olhos cerrados com medo do seu interior.
Fi-lo algumas vezes.
Mas ter receio de quê? Era apenas uma caixa.
Amarre Haitiano. Continha uma poção chamada amarre haitiano. Serve de ligação entre um homem e uma mulher, e é fortemente influenciado pelo ritual voodoo.
Foi magia, foi como entrar numa história de baleias e gaviões. Poções mágicas, são factos predominantes de contos sobre bruxas, princesas e desenhos animados.
Mas estava na minha mão.
Agora eu fazia parte desse mundo, entrava nessas histórias.
Era uma Cidade dos Anjos.
A caixa vai permanecer no sótão, a poção vai continuar na caixa.
E eu, bem, eu vou continuar à procura de mais caixas.
Agora sem receios, sem devaneios, sem frustrações.

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Fui .

14:39 / Publicada por tania / comentários (1)


Não tens corpo, nem pátria, nem família,
Não te curvas ao jugo dos tiranos.
Não tens preço na terra dos humanos,
Nem o tempo te rói.
És a essência dos anos,
O que vem e o que foi.

És a carne dos deuses,
O sorriso das pedras,
E a candura do instinto.
És aquele alimento
De quem, farto de pão, anda faminto.

És a graça da vida em toda a parte,
Ou em arte,
Ou em simples verdade.
És o cravo vermelho,
Ou a moça no espelho,
Que depois de te ver se persuade.

És um verso perfeito
Que traz consigo a força do que diz.
És o jeito
Que tem, antes de mestre, o aprendiz.

És a beleza, enfim. És o teu nome.
Um milagre, uma luz, uma harmonia,
Uma linha sem traço...
Mas sem corpo, sem pátria e sem família,
Tudo repousa em paz no teu regaço.


Miguel Torga

(Morri pro mundo) .