Coisas da Lua, oh estrela.

06:13 / Publicada por tania / comentários (3)

Dias.

São sempre tão compridos quando não te vejo, meu amor, e tão curtos quando chegas, apesar de conseguires fazer parar sempre os ponteiros do relógio ou até de os pores a andar ao contrário - parece-me que isso aconteceu outro dia, quando me encostaste à parede da entrada, mas não tenho bem a certeza, porque o amor cega e ensurdece e uma pessoa só ouve duas coisas, a batida do seu coração e a batida do coração do outro, que como bate a par com o nosso, acaba por ser só uma – por isso afinal talvez nem se tenham movido, porque sempre que tu chegas paras o tempo, os ponteiros têm medo de continuar a andar, por isso imobilizam-se, suspensos pelo fio da eternidade, à espera que tu saias e os deixes continuar a dar sempre a mesma volta, fechados dentro do relógio e deve ser por isso que se queixam, tic-tac,tic-tac, quem sabe, à espera que um dia alguém lhes abra o vidro e lhes resgate a liberdade, com a mesma doçura com que abres as portas do meu coração, quando entras, no fim dos dias compridos que morrem à tua chegada.

Nem sempre preciso de te ver, porque o amor vê coisas que mais ninguem vê.

Às vezes interrogo-me onde vou buscar tanta serenidade na espera, como é que ainda acredito que posso cruzar a realidade com a perfeição. A realidade que somos nós, e a perfeiçao que és tu.

Isto agora dava pano para mangas, era um tema de debate, porque tu dizes que eu sou tudo, e eu digo que o todo és tu. Sao coisas diferentes, mas acabam por se encontrar num ponto.

És a perfeiçao, a minha perfeiçao.

A minha saída ao sabado a noite, o meu canto, o meu bem querer. O meu estado de extase .

O meu luxo!

O meu teu nosso . O meu maior dilema.

Sao coisas da lua, minha estrela de sabado à noite. Minha estrela de todos os dias.