Meu velhinho de 41 .

10:49 / Publicada por tania / comentários (1)

Penso em ti a todo o instante. Nas ruas da cidade, nas vitrines de cada loja, nos programas televisivos. Estas em tudo.

Foste tu quem me idealizou, sinto muito a tua ausencia. Continuas a ser o meu heroi.
Sei que sou a tua semelhança, sei que contigo realmente fui criança, Feliz.
O tempo passou muito rapido, nao deu tempo para te dar alegrias de filha, nao deu tempo de te lembrar que ninguem te ama mais do que eu.
Mas esse mesmo tempo, nao apagou as lembranças, tudo o que de bom nos tinhamos meu pai.
O tempo, esse maldito tempo, realmente nao para. O tempo nao foi o senhor do senhor.
O tempo nao apaga amor.
Conto os dias, conto as horas para te ver.
É tanto tempo sem ti, nao me consigo acostumar. Nao consigo, é mais forte. Este sentimento, é estranho. É doloroso.
Porque é que tem de ser assim ?
Sei que estas bem, bla bla. Mas estavas tao bem aqui. Comigo.
So te quero lembrar das coisas boas que passamos juntos.
Dos momentos bons, das gargalhadas. Dos passeios, das aventuras.
Sei que tenho de ter paciencia. Mas ja nao sei o que é isso. Perdi tudo. Ate o coraçao.
Hoje fiz de conta que o mundo era meu, mas ninguem ve o dia nascer, a vida acontecer. Eu perdi tudo.
Ja nao paro para ver em vez de olhar. Ja nao reparo no luar.
Posso falar-te das cores, de como a cidade mudou. Posso falar-te do medo, do meu desejo, do meu amor. Posso falar da tarde que cai, e aos poucos deixa ver que tudo esta igual, afinal.
Que nao podes-te voltar, porque Ele provavelmente nao deixou. Deves fazer falta aí em cima, tal como fazes aqui .
Gosto de fechar os olhos, fugir do tempo, de me perder. Posso ate perder a hora. Sei que nao ha no mundo quem te possa dizer o que sinto.
A falta que me fazes.
Na realidade, sou a tua maior fã, inevitavelmente serei tu amanha.
Para nós o tempo nunca deveria passar.
Contigo meu velhinho, hoje eu queria estar.
Vai ser mais um dia dificil, como tantos outros que vou ter pela vida fora.
Nao vou querer este sabado.
Mas vou encher os olhos de lagrimas, encher o peito de ar, meia duzia de palavras vao sair.
Nao vou cantar-te os parabens a cama como sempre.
Mas vou la. Vou à tua ultima paragem. Vou as estrelas. Onde quer que estejas, eu vou. So para te cantar mais uma vez os parabens. Vou levar-te uma flor. Vou dizer-te mais uma vez ao ouvido um amo-te, daqueles que fazem chorar as pedras da calçada.
Nao deixo passar em branco uma data como esta, vai doer no coraçao, muito. Mas nao posso deixar de ir. Para que falar.
Amo-te. O resto, tu sabes. Coraçao de pai sabe sempre tudo.

Coisas da Lua, oh estrela.

06:13 / Publicada por tania / comentários (3)

Dias.

São sempre tão compridos quando não te vejo, meu amor, e tão curtos quando chegas, apesar de conseguires fazer parar sempre os ponteiros do relógio ou até de os pores a andar ao contrário - parece-me que isso aconteceu outro dia, quando me encostaste à parede da entrada, mas não tenho bem a certeza, porque o amor cega e ensurdece e uma pessoa só ouve duas coisas, a batida do seu coração e a batida do coração do outro, que como bate a par com o nosso, acaba por ser só uma – por isso afinal talvez nem se tenham movido, porque sempre que tu chegas paras o tempo, os ponteiros têm medo de continuar a andar, por isso imobilizam-se, suspensos pelo fio da eternidade, à espera que tu saias e os deixes continuar a dar sempre a mesma volta, fechados dentro do relógio e deve ser por isso que se queixam, tic-tac,tic-tac, quem sabe, à espera que um dia alguém lhes abra o vidro e lhes resgate a liberdade, com a mesma doçura com que abres as portas do meu coração, quando entras, no fim dos dias compridos que morrem à tua chegada.

Nem sempre preciso de te ver, porque o amor vê coisas que mais ninguem vê.

Às vezes interrogo-me onde vou buscar tanta serenidade na espera, como é que ainda acredito que posso cruzar a realidade com a perfeição. A realidade que somos nós, e a perfeiçao que és tu.

Isto agora dava pano para mangas, era um tema de debate, porque tu dizes que eu sou tudo, e eu digo que o todo és tu. Sao coisas diferentes, mas acabam por se encontrar num ponto.

És a perfeiçao, a minha perfeiçao.

A minha saída ao sabado a noite, o meu canto, o meu bem querer. O meu estado de extase .

O meu luxo!

O meu teu nosso . O meu maior dilema.

Sao coisas da lua, minha estrela de sabado à noite. Minha estrela de todos os dias.

É para sempre.

11:49 / Publicada por tania / comentários (1)

Falar de ti, é falar de amor.

Sentir a tua falta, é algo inevitavel. É inexplicavel.
Sinto saudades, muitas.
As palavras saem, mas saem com dor. Sao sentidas, sao sofridas.
Sinto falta da ternura.
Sinto falta das palavras.
Sinto falta do teu abraço.
Sinto falta daquela tua protecçao.
Eu estou com tanta saudade.
Sem invejar, vejo as pessoas que tem pais, que muitas vezes os maltratam com gestos e palavras, não os valorizando.
E eu dava tudo para te ter de volta.
So queria uma oportunidade!
Uma so, para dizer o quanto te amo.
O quao importante foste e és na minha formaçao como ser humano.
Pai e mae nunca deviam sair, fugir assim.
Ja nao te posso abraçar como antes.
Nao posso dar-te um beijo no nariz.

So posso sentir saudade.
Foi ele quem me descortinou o mundo da fantasia com as inúmeras histórias de baleias e gaviões que inventava para mim.
Também me ensinou a valorizar os bons romances.
Foi ha um ano, um ano que se transformou numa companhia constante e me ensinou a conviver com a falta.


Qualquer dia encontro-me contigo.
E nesse dia, vai ser para sempre.
Amo-te, melhor. Melhor Amigo, melhor Pai.